Fratura de stress

O que é?

A fratura de stress é uma fratura por fadiga. Ocorre por sobrecarga mecânica crônica, e não devido a um evento traumático isolado. Na fratura de stress, as micro-lesões ósseas causadas pelos traumatismos repetitivos ocorrem em uma velocidade superior à de reparação destas lesões pelo organismo.

Por que ocorre?

Ocorre como resultado de uma carga excessiva em um esqueleto normal ou de uma carga normal em um esqueleto alterado.

Exemplos de casos em que as fraturas de stress ocorrem por excesso de carga são atletas, militares ou obesos.

Usuários crônicos de corticóide, pacientes com alterações de marcha ou deformidades (hallux valgus, pé cavo ou pé plano) estão sujeitos a fraturas de stress devido a alterações mecânicas, e não necessariamente a um excesso de atividade.

Como é o diagnóstico?

O diagnóstico é geralmente clínico, baseado na história e no exame físico do paciente. As radiografias não  costumam evidenciar as fraturas de stress, já que muitas vezes ela ocorre em nível microscópico, sem que haja solução de continuidade óssea. O exame de imagem mais adequado para confirmar o diagnóstico é a ressonância nuclear magnética.

Como é o tratamento?

O tratamento é muito variável, dependendo da localização da fratura, do tempo de evolução, da causa e de características do paciente, como estado de saúde, idade e nível de atividade. Pode ser cirúrgico em alguns casos; em outros, necessita imobilização; e, por vezes, somente modificação das atividades ou uso de órteses ou palmilhas.

Quais são as fraturas de stress mais comuns e como são tratadas?

Em corredores ou militares, as fraturas da tíbia são particularmente comuns, sendo tratadas com modificações no treinamento.

Em jogadores de futebol, a fratura da base do 5º metatarso é frequente, e geralmente é tratada com cirurgia.

Em pacientes com joanetes, ou hallux valgus, pode ocorrer fratura do 2º metatarso, sendo geralmente tratada com uso de órteses e/ou palmilhas.

Podem ocorrer também fraturas do calcâneo, da fíbula, do maléolo medial, do navicular, do cuboide, etc.